
“Tempus fugit!”
__O tempo foge, segundo a concepção dos antigos filósofos gregos, que incitavam o homem a viver a vida – “Carpe Diem!” – porque esta, invariavelmente, tem um fim.
Decerto que este texto não é uma dissertação sobre a morte ou sobre o pessimismo; ao contrário, é um pequeno ensaio sobre a vida, ou melhor, sobre as vidas que existem em cada vida, afinal de contas, não é todo dia que podemos contemplar mais uma fase da existência de um ser que amamos.
__Cada ano vivido corresponde a uma etapa de aprendizado para o nosso espírito. Ano após ano temos a grata oportunidade – que nos é oferecida por Deus – de galgarmos mais um passo rumo à paz, à harmonia. Eis o sentido da vida; sempre mais concreto e coerente quando se vislumbra, de coração leve, tudo aquilo de mais sublime que conseguimos conquistar ao longo de nossa jornada por esta terra gloriosa.
__Ao fim de uma década de existência, podemos perceber que já somos capazes de fazer julgamento de valores e discernir o certo daquilo que está ou é errado. Aos quinze anos, achamos que tudo nos pertence e que o mundo, apesar de ser pequeno demais, não pode ser ignorado e, por isso, deve ser explorado e conquistado por nossa rebeldia. Vinte e cinco anos e temos a impressão de que a juventude não é eterna, tal como sempre sonhamos e, quiçá, um dia realmente acreditamos. Trinta anos e nos sentimos “jovens senhores ou senhoras”; passamos a ter a certeza de que a morte é real e que nos conhece muito bem; sentimos um aperto no coração e uma vontade indescritível de nos perpetuar em nossos filhos; analisamos e enfrentamos o mundo de forma bem mais sensata e cautelosa: somos, definitivamente, adultos! Depois dos quarenta, é até normal que nos sintamos velhos – apesar disto ser bastante relativo.
__Passados cinqüenta anos, todo ser humano pode estar numa posição certamente mais privilegiada no que tange à experiência. Entretanto, engana-se aquele ou aquela que julga não ter mais caminhos a percorrer, mais lições para aprender, mais experiências para adquirir. Se meio século transcorreu, cumulando o indivíduo de vivências, ainda há outro meio século a esperá-lo.
__A vida não tem idade. A vida é sempre recém-nascida.
__Na nossa mais recôndita intimidade, buscamos encontrar aquilo que nos torna mais plenos diante do mundo e do outro, todavia, há sempre um quê de vazio, a nos incomodar nas horas cinzentas. É o momento não vivido; é a palavra não dita e o doce não roubado na infância. É o sorriso não retribuído ou a carta nunca respondida. É a lágrima jamais compartilhada através de um pedido de perdão que, por nossa vaidade ou a mais profunda insipiência, jamais cruzou os nossos lábios...
__“Tempus fugit”!... E o caminho a ser ainda percorrido é bastante extenso.
__O tempo foge, segundo a concepção dos antigos filósofos gregos, que incitavam o homem a viver a vida – “Carpe Diem!” – porque esta, invariavelmente, tem um fim.
Decerto que este texto não é uma dissertação sobre a morte ou sobre o pessimismo; ao contrário, é um pequeno ensaio sobre a vida, ou melhor, sobre as vidas que existem em cada vida, afinal de contas, não é todo dia que podemos contemplar mais uma fase da existência de um ser que amamos.
__Cada ano vivido corresponde a uma etapa de aprendizado para o nosso espírito. Ano após ano temos a grata oportunidade – que nos é oferecida por Deus – de galgarmos mais um passo rumo à paz, à harmonia. Eis o sentido da vida; sempre mais concreto e coerente quando se vislumbra, de coração leve, tudo aquilo de mais sublime que conseguimos conquistar ao longo de nossa jornada por esta terra gloriosa.
__Ao fim de uma década de existência, podemos perceber que já somos capazes de fazer julgamento de valores e discernir o certo daquilo que está ou é errado. Aos quinze anos, achamos que tudo nos pertence e que o mundo, apesar de ser pequeno demais, não pode ser ignorado e, por isso, deve ser explorado e conquistado por nossa rebeldia. Vinte e cinco anos e temos a impressão de que a juventude não é eterna, tal como sempre sonhamos e, quiçá, um dia realmente acreditamos. Trinta anos e nos sentimos “jovens senhores ou senhoras”; passamos a ter a certeza de que a morte é real e que nos conhece muito bem; sentimos um aperto no coração e uma vontade indescritível de nos perpetuar em nossos filhos; analisamos e enfrentamos o mundo de forma bem mais sensata e cautelosa: somos, definitivamente, adultos! Depois dos quarenta, é até normal que nos sintamos velhos – apesar disto ser bastante relativo.
__Passados cinqüenta anos, todo ser humano pode estar numa posição certamente mais privilegiada no que tange à experiência. Entretanto, engana-se aquele ou aquela que julga não ter mais caminhos a percorrer, mais lições para aprender, mais experiências para adquirir. Se meio século transcorreu, cumulando o indivíduo de vivências, ainda há outro meio século a esperá-lo.
__A vida não tem idade. A vida é sempre recém-nascida.
__Na nossa mais recôndita intimidade, buscamos encontrar aquilo que nos torna mais plenos diante do mundo e do outro, todavia, há sempre um quê de vazio, a nos incomodar nas horas cinzentas. É o momento não vivido; é a palavra não dita e o doce não roubado na infância. É o sorriso não retribuído ou a carta nunca respondida. É a lágrima jamais compartilhada através de um pedido de perdão que, por nossa vaidade ou a mais profunda insipiência, jamais cruzou os nossos lábios...
__“Tempus fugit”!... E o caminho a ser ainda percorrido é bastante extenso.
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Rafael Calvet
