Em tempos de pressa, expor o pensar e sentir tornou-se raro.
Em tempos de pressa, a direção é incerta, a meta é duvidosa.
E o homem disse "Faça-se a NET!", e a NET foi feita. Desfeitos ficamos todos nós, o próprio homem, que desumanizou-se, que desumaniza-se paulatinamente - e, quiçá, irreversivelmente - a ponto de não saber mais conversar olhando nos olhos, de não saber mais manusear uma caneta - salvo para assinar promissórias e pontos.
Em tempos de pressa, também corro... mas atraso, por arrastar comigo a minha insubstituível necessidade de expressar o meu pensar, o meu sentir.
Em tempos de pressa, a cada parada obrigatória ou necessária, deixarei um pedaço de mim, a ser dividido como o pão, que nutre ou sufoca, num derradeiro engasgo.
Saúdo-me,
pelo começo.
Saúdo-te,
pela visita,
pela comunhão do pensar e sentir,
pelo momento de agora, que passa apressadamente.
R. Calvet
terça-feira, 22 de abril de 2008
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Um comentário:
Passei por aqui!! Quero ver todas aquelas poesias e aforismos transcritos para cá!! risos. beijos
Postar um comentário