domingo, 4 de abril de 2010

A tantas horas... o agora!

incômodo.
palavras avulsas
antes presas na ponta da língua
saindo das pontas dos dedos
a cada toque,
a cada tecla,
a cada gole de vinho.

tinto o vinho.
retinta a noite.

um filme sobre solidão e dúvidas
passa na tevê
a tais e tantas horas
da noite ou da madrugada.
mais nada.
mais nada.

tenho vontade
de ter vontades.
de fazer, de pensar,
de ser, de tentar.
mas, nada!
mais nada.

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Há horas, como agora, em que é preciso saber fazer o tempo parar e depois passar.

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