quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Cem razões sem razões - sensações



qual a razão da tristeza que me toma?

por que tanta insistência em corrigir, em refazer - ou desfazer - o passado?

qual o sentido de tanto pregar a paciência, se a minha, aos poucos, se esvai?

por que ainda espero dos outros se mal aposto em mim mesmo?

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por que faço tantas perguntas que não querem ser respondidas?

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

haicai do pesadelo-sem-razão




vem com a madrugada
susto medonho no sonho
sem dizer mais nada.



(Rafael Calvet)


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

crisis – operis processio



crisis – operis processio
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a fumaça do incenso desenhava arabescos no ar.
um lá menor com nona dá início, no violão, a outra noite daquelas.
dança no fundo da taça um borrão rubro de um necessário Porto:
outra vez a taça cheia; na lembrança, uma qualquer outra lua cheia...
cheia de mim por ser tão vazio de realizações.
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nos dedos, a dança das cordas na busca pelo acorde certo: esquecimento;
na voz, o embargo do que não foi cantado, do que não foi... jamais poderia ter sido.
nos olhos, a mesma qualquer outra lua cheia derrete, desfaz-se, escorre e vai.
mais um borrão rubro-sangue no fundo da taça, de novo a taça cheia.
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(Rafael Calvet)