
crisis – operis processio
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a fumaça do incenso desenhava arabescos no ar.
um lá menor com nona dá início, no violão, a outra noite daquelas.
dança no fundo da taça um borrão rubro de um necessário Porto:
outra vez a taça cheia; na lembrança, uma qualquer outra lua cheia...
cheia de mim por ser tão vazio de realizações.
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nos dedos, a dança das cordas na busca pelo acorde certo: esquecimento;
na voz, o embargo do que não foi cantado, do que não foi... jamais poderia ter sido.
nos olhos, a mesma qualquer outra lua cheia derrete, desfaz-se, escorre e vai.
mais um borrão rubro-sangue no fundo da taça, de novo a taça cheia.
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(Rafael Calvet)
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a fumaça do incenso desenhava arabescos no ar.
um lá menor com nona dá início, no violão, a outra noite daquelas.
dança no fundo da taça um borrão rubro de um necessário Porto:
outra vez a taça cheia; na lembrança, uma qualquer outra lua cheia...
cheia de mim por ser tão vazio de realizações.
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nos dedos, a dança das cordas na busca pelo acorde certo: esquecimento;
na voz, o embargo do que não foi cantado, do que não foi... jamais poderia ter sido.
nos olhos, a mesma qualquer outra lua cheia derrete, desfaz-se, escorre e vai.
mais um borrão rubro-sangue no fundo da taça, de novo a taça cheia.
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(Rafael Calvet)

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