domingo, 4 de abril de 2010

De volta à virtude - mesmo que virtual.

___Distante de mim mesmo pelo tempo que me consumia. Eu sumia.
___Várias ideias (agora, sem o acento agudo!) apelavam por papel que as acolhesse, por internet que as difundisse, mas não houve tempo, não houve tino, não houve haveres. Simplesmente quedei-me na acomodação e deixei que tais e tantas ideias viessem, latejassem e partissem. "Mea culpa"!
___Estou de volta.
___Estou com pressa. Pressa de fazer algo acontecer - ainda não sei exatamente o quê. Sinto, aliás, uma invencível e incomparável necessidade de extravasar muita coisa. Sobre meus cansaços, sobre minhas angústias, sobre aquilo em que acredito e sobre o que já me fez perder a fé. Não em Deus, mas em minhas possibilidades. Finalmente percebi que sou finito.
___Há tempos venho pensando e só.
___Vou tentar retomar o papel de "percebedor de palavras". Acho que algo me vai fazer muito bem quando deixar de deixar o agora para depois e quando realizar - ao menos na tela ou em guardanapos de papel - o depois agora.
___A todos, "carpe diem".
___A mim - pois já o sei há muito -, "tempus fugit"!

A tantas horas... o agora!

incômodo.
palavras avulsas
antes presas na ponta da língua
saindo das pontas dos dedos
a cada toque,
a cada tecla,
a cada gole de vinho.

tinto o vinho.
retinta a noite.

um filme sobre solidão e dúvidas
passa na tevê
a tais e tantas horas
da noite ou da madrugada.
mais nada.
mais nada.

tenho vontade
de ter vontades.
de fazer, de pensar,
de ser, de tentar.
mas, nada!
mais nada.

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Há horas, como agora, em que é preciso saber fazer o tempo parar e depois passar.