Silenciosamente, mais uma noite. Mais uma semente plantada para fazer crescer um outro dia. As perspectivas do dia seguinte ganham contornos de angústia, pois as horas são como um carrossel: recomeço; repetições... gira-gira, giramundo e, de novo, tudo.
Sempre tive a vã esperança de que, um dia, o ponteiro dos segundos, em seu trabalho de Sísifo, rebelasse-se contra as leis de Cronos e, surpreendentemente, quebrasse as barreiras das expectativas entediadas. “Tic, tac, 58, 59, tic, 60, tac, 61, 62, tic, tac...” Enfim, o esboço de transformação! O tão esperado “agora vai”!
Mas não.
As horas vão e vêm; depois vão novamente para, em seguida, virem no mesmo e enfadonho giro do carrossel.
Sou obrigado a ter pressa.
É a sina do trabalho, que me exige quilômetros de textos digitados, provas sem-fim e incontáveis relatórios e planejamentos de aulas. E as horas vão passando enquanto minhas leituras prazerosas ficam de lado, com marcadores entre as páginas de tantos livros, à espera de seu ocupadíssimo leitor. Meu xadrez? Já nem sei. Quando posso, leio alguma coisa na internet, vejo fotos e imagino jogos que não jogo. Já não desenho – só faço uma infinidade de rascunhos e guardo numa das inúmeras e empoeiradas gavetas porta-projetos-inconclusos que existem em minha atormentada cabeça. E as horas vão acabando...
Amanhã começo tudo de novo.
TIC, TAC, TIC, TAC...
Sempre tive a vã esperança de que, um dia, o ponteiro dos segundos, em seu trabalho de Sísifo, rebelasse-se contra as leis de Cronos e, surpreendentemente, quebrasse as barreiras das expectativas entediadas. “Tic, tac, 58, 59, tic, 60, tac, 61, 62, tic, tac...” Enfim, o esboço de transformação! O tão esperado “agora vai”!
Mas não.
As horas vão e vêm; depois vão novamente para, em seguida, virem no mesmo e enfadonho giro do carrossel.Sou obrigado a ter pressa.
É a sina do trabalho, que me exige quilômetros de textos digitados, provas sem-fim e incontáveis relatórios e planejamentos de aulas. E as horas vão passando enquanto minhas leituras prazerosas ficam de lado, com marcadores entre as páginas de tantos livros, à espera de seu ocupadíssimo leitor. Meu xadrez? Já nem sei. Quando posso, leio alguma coisa na internet, vejo fotos e imagino jogos que não jogo. Já não desenho – só faço uma infinidade de rascunhos e guardo numa das inúmeras e empoeiradas gavetas porta-projetos-inconclusos que existem em minha atormentada cabeça. E as horas vão acabando...
Amanhã começo tudo de novo.
TIC, TAC, TIC, TAC...

Um comentário:
a relatividade do tempo é algo que chega a ser, de certa forma, cruel.
Passa lento quando não é bom,
Rápido quando gostamos,
Voando quando precisamos dele!
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